Hoje estou irritado e triste. O humilde idealizador desse blog/cast, junto com o apoio dos meus amigos, anuncia hoje a morte dos artistas nacionais!
Para que isso tudo faça sentido, eu linkei notícias de vários âmbitos para demonstrar a coleção de tristezas musicais, variando do mundo animal até o SWU.
- Primeiramente, uma notícia trágica, os golfinhos (ou como são reconhecidos na nossa região amazônica: os botos) ainda caem na matança ridícula de alguns pescadores. Diz a lenda que a chegada dos botos ao mundo é anunciada por lindos cantos. Esse animal super inteligente pode por meio da sua potência vocal se comunicar e afastar algumas presas por meio de cantos no fundo do mar. É muito triste saber que ainda acontecem essas coisas na nossa região! Respeito à natureza sempre, por favor!
- E agora essa “bela notícia” sobre a artista que faz mais shows ultimamente no Brasil. Ela anda lotando casas com até 50 mil pessoas, ela é linda, ela ta fazendo cerca de 25 shows no mês, já lançou mais de seis CDs, “quem é ela, o nome dela”? Claro, a cantora sertaneja Paula Fernandes…quem é essa porra de Paula Fernandes? Foda-se, um golfinho canta muito mais do que ela.
- Enquanto artistas desse nível, exemplo citado acima, estão em boas marés, contribuindo para que a massa nacional crie menos massa cinzenta, artistas de outras tribos estão putos pela falta de reconhecimento dos próprios fãs e claro da mídia que não ajuda. O cantor do Angra e Almah, Edu Falaschi, solta a voz dizendo que metaleiro nacional é “chupa saco, chupa pau, chupa rola de gringo”, comprovando de vez através do péssimo número de pagantes do festival “Dia do Metal” – a casa que suportava 1.200 pessoas teve seu pico de 300 pagantes. O festival feito dia 6 de novembro remeteu à primeira gravação de um cd de metal no Brasil, a banda paraense Stress (nosso terceiro podcast gravado no Cabaré Cast – vale a pena conferir) com isso deixando Edu puto da vida, como mostra o vídeo abaixo.
- Ok, o Edu Falaschi fez o depoimento, agradeço por ele ter lembrado dos shows com casas lotadas que Shaaman e Angra fizeram aqui no Nordeste (Norte e Nordeste é a mesma coisa pra galera do “SUL”), e ressalto que ele tem uma parcela de razão. É patético ver o público lotando estádios pra ver bandas como Hole e “Guns (Axl) N’ Roses”, artistas falidos e atualmente trágicos, sem um pingo de respeito com os fãs brasileiros. Cadê a massa exigindo um dinheiro de volta ou dando valor ao artista nacional? Infelizmente um dos artistas que falamos bem, Peter Gabriel, teve seu momento estrelismo no SWU e entrou nesse seleto grupo “pau no cu” que eu tenho em minha mente – ainda bem que tenho somente na mente. O chefão britânico pediu para que seus roadies cancelassem a apresentação do Ultraje a Rigor (banda que atrasou o seu show devido a chuva) para que não atrapalhasse seus minutos de fama. Saibamos que qualquer festival é um evento onde reune várias bandas, o público ali não vai somente para atração final. Ou seja, se houve um atraso por causas naturais por que brigar com o artista nacional? Por que apenas descontar nele? Ele deveria pedir alguns minutos a menos para o Duran Duran ou Chris Cornell. Que tal?
Enfim, a verdade é que estamos matando tudo que é bom provindo da nossa terra. Sejam os botos ou seja a boa música nacional! Seja lá sua tendência musical preferida, seja do rap ao pagode, procurem a origem delas, respeitem o que é nosso! Procurem novos artistas, procurem novos horizontes, paremos de ser “chupa rolas” de gringos! Paremos com isso se não os bons artistas nacionais vão morrer e o que será da música brasileira? Um nojo, um sertanojo?



