Rodando pelo facebook achei essa imagem que define muito bem os tempos de hoje.

São aquelas pessoas que tão de frente pro show mas preferem ver o mesmo numa telinha.
Assim ele disse na entrevista concedida para o programa De Frente Com Gabi. O cara além de atuar em um seriado na FOX sobre sua vida e a relação com sua família, vai estrear como protagonista da Rede TV na versão brasileira do Saturday Night Life.
Muita pressão? Muito trabalho? Possivelmente, mas o cara já mostrou que tem caráter e determinação para lidar com esses trabalhos, afinal, processos devem desgastar muito mais.
O interessante foi a pergunta da Gabi a respeito do programa da Rede TV: “Você acha que terá elenco e convidados para participar freqüentemente?” Rafinha respondeu algo como: “Elenco sim, eu tenho, mas em relação aos convidados eu me preocupo, já que a Globo contrata 98% das pessoas do Brasil. Por sinal, se você não sabe (telespectador) você é contratado da Globo, sua mãe, seu pai…”
Já dá pra sentir o que vem por aí, né?
Com a mais recente passagem da banda por nossas terras vamos aqui rever dois curiosos momentos de sua história onde sua obra foi levada a uma mídia pouco explorada até então: videogames!

Ontem quando cheguei na casa de show “Cidade Folia”, lugar onde geralmente festivais de forró e sertanejo pegam fogo, porém também palco de Iron Maiden e Scorpions, fui logo abordado por uma amiga que trabalha no jornal Liberal e fui entrevistado.
A primeira pergunta era: “Você gosta de Deep Purple desde quando?” Engraçado que ao responder isso minha mente foi levada ao primeiro ano do ensino médio quando estudei no Nazaré. Foi ali que um grupo me apresentou o que marcaria minha mudança punk para o rock n’ roll. Fui bombardeado por Black Sabbath, Yes!, Deep Purple e Led Zeppelin. Aquele som que apesar ser da década de 70, parecia quebrar os conceitos tradicionais mais que os punks rebeldes.
A segunda pergunta foi: “você imaginava que o Deep Purple um dia iria tocar em Belém?” Essa claramente foi: “Não! Como assim, até o Sting que veio salvar a Amazônia não quis tocar aqui, porque o Deep Purple vai rolar?” Realmente aconteceu, mesmo com pouca divulgação, mesmo depois de 37 anos de seus primeiros sucessos, de eles tocaram em Belém.
O som estava incrível, o público se empolgando com a qualidade técnica dos “dinossauros do rock” e claro, cerveja barata. Nada de Heineken a R$6,00. Alguém lembra quando Bruce Dicknson disse “Heineken o quê? Porque vocês não tão tomando as cervejas brasileiras?”
A introdução do show ficou com “Highway Star”, durante o repertório “Strange Kind of Woman”, “Lazy” e muitos solos, que como um amigo meu disse: “Esse show parece uma grande jam session bem ensaiada (@falagabiru)”, depois o falso término com “Smoke on The Water” e o seu riff considerado o melhor do mundo do rock para a galera pedir “BIS” e finalizarem com a eletrizante “Black Night”.
Ian Giller, o único membro da primeira formação manda muito e Steve Morse é ainda um dos melhores guitarristas atuais, isso sem sombra de dúvida. Vale lembrar da minha última pergunta da entrevista: “O que esse show tem de importante para o Pará?” Bem, eu disse que “era importante não só para os rockeiros de Belém, como também os rockeiros do interior do estado que pior que a gente da capital não pode nem escutar um cover de sua banda preferida”.
Isso é um grande marco, sim! Salve o Rock n’ Roll!