Com a mais recente passagem da banda por nossas terras vamos aqui rever dois curiosos momentos de sua história onde sua obra foi levada a uma mídia pouco explorada até então: videogames!

O primeiro deles é Revolution X de 1994 e pôde ser encontrado no fliper e depois Super Nintendo, Mega Drive, Playstation 1 e Saturn. No futuro (1996 hehehehe) a New Order Nation (NON) tomou conta de tudo e baniu toda e qualquer forma de entretenimento. O jogador estava a caminho de um show do Aerosmith quando os caras apareceram e levaram a banda embora, aí ele descobre uma mensagem gravada por Steven Tyler que fala da música ser a arma.
Tudo isso como justificativa para esse jogo de tiro que fez um certo sucesso na época. Produzido pela Midway, de Mortal Kombat, eles apostaram mais uma vez no uso dos chamados gráficos digitalizados onde pessoas eram filmadas e fotografadas e depois o avô do photoshop fazia uns recortes e por fim eram animadas e programadas. Claro que a trilha sonora conta com suas músicas e no fim do jogo finalmente acontece o show deles que foi cancelado no começo mas o jogador só é convidado com passe VIP se encontrar e libertar todos os 5 membros ao longo da partida.
O outro, de 1995, passou completamente em branco. Quest for Fame Starring Aerosmith (Rockbuster na Europa) foi lançado primeiro para PC e depois Playstation 1 só no Japão e conta a história de um cara comum que é guitarrista e sonha em chegar ao estrelato, para isso ele vai tocando aqui e ali até eventualmente ser convidado para se unir ao Aerosmith. O jogo conta também com gráficos digitalizados mas na maior parte do tempo foi usada apenas filmagem com fundo falso que foi preenchido com cenários virtuais, alguns até em estilo cartoon.
A grande novidade deste jogo e certamente o motivo de não ter feito tanto sucesso era o seu controle: uma palheta que o jogador devia usar junto de uma raquete, vassoura ou seu próprio corpo para tocar as músicas.
Embora tenha sido um jogo completamente inovador na sua época acabou por sofrer muito com as ondas de choque causadas por alguns jogos ruins lançados alguns anos antes e também o preço mais alto a pagar pela palheta. Quando estourou o uso do cd-rom como mídia as pessoas ficaram deslumbradas com a oportunidade de poder guardar 700 mega de dados num tempo onde disquetes de 1 mega imperavam e a ordem era entupir os discos com todo tipo de coisa.
Com isso vieram muitos não-jogos onde o jogador mais assistia a um filme e apertava o botão na hora certa pra que a história avançasse ou então os jogos comuns ganhavam filmes ou animações para as aberturas, finais e cenas de história desnecessários e feitos às pressas em vez de melhorar o que era considerado o jogo e vários outros fatores. Em todos os casos não ajudou também que o baixo orçamento só servia pra que tais filmes contassem com uma produção e elenco ruins que passariam vergonha até num episódio do Chapolin. No final, quando a onda passou, os jogos que usavam esse estilo gráfico acabaram marcados de uma forma tão negativa que mesmo anos depois Quest for Fame acabou prejudicado sem mesmo ser um “não-jogo”, só parecia.
Anteriormente Revolution X teve mais sorte por contar com vários fatores como o estilo de jogo ser bem conhecido (o jogo não era nada mais do que uma leve modificação melhorada de Terminator 2 dos arcades, também da Midway), ser mais curto, ampla distribuição e a conversão para diversos sistemas caseiros. Quest for Fame, por sua vez, teve só a versão PC e do Playstation 1 que só foi lançada no Japão, é um jogo mais longo e que exige bem mais do que 20 minutos de atenção do jogador. O resultado final é que o jogo foi esquecido e na época cancelaram uma continuação onde já seria vendida uma bateria virtual que nunca foi lançada. Dentro do cd Nine Lives veio uma amostra dessa nova opção e só mesmo mais de 10 anos depois que a banda deu as caras novamente num jogo em Guitar Hero Aerosmith.










Isso era uma pauta de podcast, né?
hehehehe
Eu só tinha, quer dizer, tenho ainda, o primeiro do nintendo, por sinal acho muito ruim e o que salva é a trilha sonora, e olhe lá!
Muito bom o post colimar!
Realmente eles foram pioneiros nisso. O jogo do PS1 antecipou todo o conceito de Guitar Hero e Rock Band, com aquela palheta que servia de joystick. Merecem o fato do Guitar Hero deles ter sido mais bem sucedido financeiramente que qualquer disco lançado.